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Orquestra Sinfônica Brasileira leva música de câmara ao Centro Cultural em noite de cordas

04/08/2026

        Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, com violinos e violoncelos, percorreu 250 anos de música durante sua apresentação

O conceito de "música de câmara" surgiu a partir de apresentações feitas por um grupo reduzido de músicos, como trios ou quartetos, que se reuniam em pequenos espaços para os concertos. A tradição, no entanto, se manteve para além desses espaços e, na noite desta segunda-feira, 3 de agosto, a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem trouxe ao Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) uma apresentação de seu grupo de cordas. 

A audição realizada no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim fez parte do programa Justiça em Concerto e, pela melodia de violinos e violoncelos, convidou o público para um passeio que percorreu mais de 250 anos de música. 

O primeiro quarteto de cordas, formado por Joachim Jardim, Jorge Jr., Gabriel Tavares e Guilherme Aguiar, subiu ao palco e interpretou composições de Antonio Vivaldi e Georg Philipp Telemann, enquanto a segunda formação de músicos, composta por Leonardo Davi, Adriel Kelcio, Michel Schreider e João Victor, apresentou o "Quarteto nº 4 em dó maior", de Mozart. 

          A apresentação contou com composições de Vivaldi, Mozart, Georg Philipp Telemann, Edvald Grieg e Edmundo Villani-Côrtes

Para Jorge Jr., que tem o violino como companheiro desde a infância, fazer parte da OSB Jovem é o auge de sua carreira artística. Além do talento com o instrumento, o artista afirma que esse tipo de apresentação exige mais sincronia e comunicação entre os músicos. 

"Em um concerto de câmara, temos que fugir um pouco da concordância. Também temos que manter o contato visual para entender as expressões corporais, fraseados e arcadas de cada um." 

Joachim Jardim, também violinista, recordou as origens da música de câmara ao falar sobre sua relação com os colegas com quem pidiu o palco nessa noite. 

"A música de câmara surgiu em espaços pequenos e entre amigos. Então é uma coisa muito natural, essa troca de olhares se torna orgânica. Nós nos conhecemos aqui na Orquestra, mas a música é algo que une todo mundo e, quando a gente gosta da mesma coisa, acaba dando certo." 

Encerrando a apresentação, os grupos se uniram para formar um octeto de cordas, aplaudidos de pé após as interpretações de "Duas Melodias Elegíacas", de Edvard Grieg, e das "Cinco Melodias Brasileiras", no ritmo do baião e do choro das composições de Edmundo Villani-Côrtes. 

PB/IA

Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ 

Fonte:
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